Sono… muito sono…
Estou ficando praticamente uma expert em dormi
Levantei ha horas mas ainda nao consegui acordar…acho que vou voltar para a cama.
Estou aguardando a pericia do INSS e o resultado do exame de ontem para ver o que farao da minha vida.
Devo ficar aqui por mais algum tempo, pelo menos agora esta mais facil com comida vinda de casa.
bjunda da anne
Só sei que sei
Só sei que sei, que tenho muito mais meus altos e baixos.
Tento fazer piada da situação, tento rir de mim mesma.
Não quero chorar nem pensar que não vou voltar.
Mas não é fácil aparentemente estar bem, brincar, falar besteira e saber que seu coração está ali quyerendo parar.
La vamos nós para mais alguns dias de apreensão, cansaço e até desespero.
Mas ainda estou por aqui.,]
Bjunda da Anne
12 dias
Nem parece tanto se estivermos e casa levando nossa vidinha. Mas, 12 dias direto numa cama de hospital, se sentindo normal por fora enquanto por dentro está tudo parando… é foda.
Acordar todos os dias as 6 da manha já estou acostumada, só que agora são com das deliciosas injeçoes na barriga.
Como já disse tenho horas de puro desespero e outras em que fico normal, falando merda pra mais de metro.
Mas é estranho saber que alguns de seus vizinho de quarto estão apenas esperando a morte chgar junto de seus parentes, enquano eu, aqui, apenas espero nem sei bem o que.
Pelo menos já liberaram minha comida, minha mãe, vó e Du trazem um almoço e janta caseiros, mas é mais uma preocupaçao para todo, mais uma obrigaçao para todo.
Vou levar até onde der.
Bjunda da Anne mesmo
vou? nao vou??? fico??? volto???
A espera e o cruzamento de informações nem sempre iguais está me deixando mais doida do que sempre realmente fui.
Ainda bem estou conseguindo alguns notebooks emprestados para escrever,pois sinto muita falta. Mas também tenho sono na maior parte do dia.
Tem horas que a cabeça fica pior que o normal, hoje por exemplo chorei copiosamente assistindo um filminho da Lassie… saudades da Shiva e do Banjito.
Dependendo do que os médicos me falam parece que vou e volto logo, as vezes parece que nnca mais vou voltar de lugar nenhum.
A sensação é ruim, pois não sei se devo me despedir e fazer um grande drama ou simpllesmente ficar esperando, se for se foda…
Só sei que entre hoje e segunda-feira sei o destino final do drama, opera ou nã, fica ou não fica. Deixa tudo podre como está… welll… melhor fazer como sempre fiz na minha vida… esperar…
Só sei que não consigo mais comer nada daqui do hospital, a comida daqui é a pior coisa que já comi na vida… até lesmas devem ser melhores…. eca!!! E por falar na comida, estou escutando o barulho do carrinho da tortura… lá vem o reciclado aguado de todos os dias… Me dá ansia só de imaginar…
Não liguem para a falta de acentos e algumas palavras erradas, ainda nao me acostumei com este teclaro…
Mais tarde volto e escrevo um pouco mais, se tiver vontade ou folego…
Há séculos…
Deixei tudo abandonado, meu blog, minhas vontades, minha vida.
Volto para deixar algumas palavras que faltaram neste lugar.
Todos sabem que nunca liguei muito para minha vida, sempre queria ir embora cedo, apesar de nunca me faltar nada.
De repente, um dia me dou conta de que este dia está literalmente chegando, e ainda não consegui escrever minhas cartas de despedida.
Com o pouco tempo que terei para escrever sei que não conseguirei deixar marcado tudo o que quero.
Mas no fundo tudo é simples assim.
Há aproximadamente 10 dias estou internada num hospital, depois de ter sentido algumas dores no braço e no peito e ter passado por um hospital que me liberou, depois de dois eletros, dizendo que era apenas uma dor muscular que, concluindo, após 5 dias de dores (fracas mas insistentes) me levaram a um médico que me internou imediatamente, dizendo que provavemente não tinha nada, apenas alguma pequena alteração.
Já passei por um cateterismo e ainda não sabem o que fazer com a velha máquina, velha sim, pois hoje um dos médicos disse que apesar dos meus 41 anos, o que tenho por dentro é de uma pessoa com mais de 80 anos. Máquina boa essa minha.
Sempre achei que interiormente meu espírito era muito mais velho do que eu realmente era, que isso tudo era uma coisa muito rápida e que eu já sabia tudo da vida. Estranhamente não só meu espírito, mas também internamente meu corpo envelheceu mais rápido do que o normal. Tudo é delicado e complicado demais. Mas como médicos tantam de tudo, cá estou eu esperando para ver se ficou ou se vou de vez.
Sinceramente sempre quis ir cedo, mas hoje penso que deixei pessoinhas que talvez nem dependam mais de mim, mas que sofrerão, como estou sofrendo agora. Sempre pensei que teria muito o que falar para elas, mas agora não consigo pensar em nada, vamos ver se nos poucos dias antes da cirurgia consiga escrever o que realmente sinto e preciso.
As marcas dos tempos
Quando eu era criança, tinha minhas bisavós ainda vivas, mas não me lembro muito bem de ter tantos idosos na família. De repente, o tempo passou e me vejo cercada de pessoas de idade, amigos, conhecidos, desconhecidos e da família.
Acho que desde sempre gostei de estar com pessoas de idade, tenho paciência, gosto de ouvir histórias antigas, de saber como eram jovens apesar de odiar que o tempo passe para mim.
Neste último feriado fui visitar a Dona Landa novamente, me avisaram que ela tinha retirado a sonda e que já estava começando a falar alguma coisa e as vezes abria os olhos. Fui até a casa de repouso para lhe dar um abraço, fiquei muito feliz em poder vê-la sentada, passear com ela no jardim, contar algumas coisas para ela e aproveitar para dizer que sentia saudades do tempo em que ia na sua casa, passando agradáveis tardes.
Lá na casa de repouso, quando fui levar um danete na cozinha, uma senhorinha me agarrou pelos braços e pediu para que eu ficasse com ela, e não fosse embora. Isso me deixa muito triste, porque apesar de ver que estão todos bem tratados eles devem sentir muito a falta da família.

O Du me fotografou de longe, adorei esta foto – parece dizer: me perdoe, perdi muito tempo pensando em mim e deixei de te ver tanto quanto eu queria, pode ser tarde, mas agora estou aqui, porque te amo, porque você sempre foi uma avó querida do coração. Você pode não mais me conhecer, mas só o fato de poder segurar sua mão e acariciar seus cabelos de algodão já me bastam. Preciso do seu perdão!
Hoje passei para ver a minha vó, mas ela não estava em casa, então fui até a casa da Sã.
Pedi para o avô dela – seu Zé -, que tem a mesma idade da minha avó Erna – 89 anos -, para que deixasse que eu o fotografasse, fiquei comovida quando ele pediu se eu podia esperar ele se trocar, pois aquela camisa que ele estava não era bonita, então ele se trocou, colocou uma camisa social, arrumou para dentro das calças e perguntou como eu queria que ele ficasse para a foto. E a foto saiu assim:

Esta foto também me diz muito, no auge dos seus 89 anos, seu Zé ainda tem vaidade, tem um sorriso, um cachorro amigo e se lembra de tudo da sua infância, juventude, maturidade… lembra dos amigos da rua, do nome de todos, de datas e tudo mais. Pode não ouvir mais, mas tem seu fiel companheiro Dick que juntamente com ele sorri para uma simples foto.
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Alessandra e vô Zé.
Não devemos abandonar nossos velhos nem esquecer da nossa própria história… o tempo passa igualmente para todos, mas alguns ainda tem a felicidade no coração, outros a amargura que o tempo deixa, mas da mesma maneira que nos cuidaram o quanto puderam, façamos o mesmo, sempre.

P.S.
Tinha esquecido da minha Beatriz… essa é doida igual a tia, mas parece que vai ser realmente feliz, sem tem que fingir para o mundo!!!
Breve balancete
O que ganhei nesses 40 anos.
Uma família maravilhosa:
Uma mãe amada, preocupada, especial e única.
Uma irmã adorada, quase perfeita, inexplicavelmente “única” em todos os sentidos.
Uma avozinha idolatrada, que a cada dia me aperta o coração em saber que um dia ela não estará mais aqui para olhar por mim.
Um pai querido, meio porra louca, de coração imenso.
Avós queridos mas distantes.
Um avô muito amado levado muito cedo, que me ensinou tanta coisa boa.
5 primos, entre eles a preferida Lilian, a louca, a desvairada e anormal amada.
Todos foram o alicerce de minha vida.
Um breve casamento falido e inconsequente que me resultaram em duas lindas e muito amadas filhas das quais tenho muito orgulho.
Marina, linda, tem o sorriso mais maravilhoso que já vi, personalidade forte, sabe amar do seu jeito o que já me basta.
Bruna, iluminada, engraçada, companheira.
Uma nova família: um marido que me atura há inexplicáveis 16 anos, uma nova mãe e pai que nos querem muito bem, uma nova irmã.
Eduardo que soube me amar com todas as minhas complicações existenciais e ainda assim insiste em estar comigo.
Dona Chica e seu Antenor: sogros amados que adotaram uma família completa e repleta de complicações.
Vários animais inesquecíveis: a Lila, os mixins da vida, a encantadora Menina, a brava Zíbia, o inesquecível e amado Bundão, o velho Toquinho, a adorável e não menos amada Shiva, o novo e bravo e tanto amado Banjo, o Cuco meu pequeno passarinho verde falante, alguns periquitos, duas calopsitas, dois tuins, um ou dois coelhos.
Alguns namorados de adolescência.
Poucos amigos inesquecíveis: Sã, Robson, Marco, Rose, Flávio e Edilene, Fabão e César, Ronise, Myrta e César.
Alguns novos amigos: Vilmoca, Lucy, Ro(sangela), Ro(sana), Dé(bora).
Nesses anos todos tive muitas alegrias, várias decepções, muitas dores, sofrimentos, mas continuo aqui.
Imaginava que a vida acabaria antes dos 30 anos, mas ela insiste em ficar firme e forte ano após ano.
A cabeça nunca ajudou, sempre quis saber mais do que podia, sempre tentou estar à frente do tempo e descobrir o fim.
Meus infernos astrais sempre foram homéricos, este se superou, pois além da confusão mental veio a intestinal…. hahahahah… claro… óbvio, a merda impera!!!
Como todos os anos anteriores, não espero nada dos futuros, apenas vou continuar vivendo até que a morte chegue e me leve como levou a tantos que já amei.
Wäizenfüden!!!
Nova categoria para humor de ultimamente!!!!
Wäizenfüden!!!
Pior
Parece que minha vida fica cada vez pior ao invés de melhorar, cada vez acho menos graça nas coisas, menos importância.
Nesta semana que passou fez 16 anos que estou com o Eduardo, o primeiro ano em que não passamos juntos, não saímos para comemorar, o máximo foi um morno parabéns pela internet e telefone.
Desde que as meninas terminaram a crisma na igreja eu desapareci de lá, acho que na realidade eu nunca acreditei em nada daquilo, mas gostaria que elas acreditassem em alguma coisa.
Para mim é tudo uma grande bobagem, como se tivéssemos que ter um líder para obedecer e temer para nunca fazermos nada errado, mas eu tenho minha consciência, e acho que isto já basta. Para onde vamos? de onde viemos? Já me cansei de perguntar e procurar… logo eu descubro, já deixei de pensar nisto também.
Parece que sempre que as coisas começam a melhorar vem um vendaval e derruba tudo, ai temos que persistir, encontrar o que deu de errado e recomeçar novamente, acho que existem pessoas que não nasceram para serem felizes ou a vida teima em nos testar.
Já sei que papai noel não existe, não é bom nem manda presentes.
Já sei que o coelhinho da páscoa explodiria para poder botar um ovo de chocolate.
Então não existem muitos mistérios na vida.