Os 13 dias após o primeiro encontro.
No dia seguinte ao primeiro encontro, não imaginava que encontraria o cachorrinho novamente, mas lá estava ele e desta vez já veio me receber com seu rabinho de espanador girando como hélices de um helicóptero.
Na segunda tarde fui dividir minhas bolachas da janta com ele novamente, e fiquei brincando com ele por quase uma hora.
Nos próximos dias, ainda não sabendo se o encontraria ou não resolvi levar ração e um pote de água.
A primeira vez que levei ração numa sacolinha de supermercado, quando fui depositar a ração no chão ele tentou me morder, mas mesmo assim continuei a cuidar dele todos os dias.
Quando ia buscar meu carro para ir embora ele me acompanhava até a garagem da casa do meu primo e lá ficava no topo da rua vendo meu carro ir embora como se pensando: – Fui abandonado novamente…
Isso aconteceu no final do mês de junho de 2009, as vezes fazia muito frio, as vezes garoava e o tempo não ajudava, mas lá estava o cachorrinho que começamos a chamar de Dudú, sempre a esperar por algumas migalhas de bolacha e a ração que levava todos os dias.
Cheguei a ir no terreno no final de semana só para levar comida para ele.
As vezes quando me acompanhava até a casa do meu primo, tentava avançar em quem chegava perto de mim, mas até aí achava tudo normal.
Até que chegou a última sexta-feira em que o Dudú ficou no terreno…









