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Archive for the ‘Amor’ Category

PostHeaderIcon O porquê de não esperar … para dona Landa.

Conheci a Dona Landa quando eu tinha 15 ou 16 anos, era avó de um namorado da época. Fui tão bem acolhida naquela família e, principalmente por aquela avozinha gorducha de cabelinhos brancos e que tinha a gargalhada mais deliciosa que ouvi na minha vida.
Enquanto namorava seu neto, todos os finais de semana era ponto obrigatório, ir na casa da vó Landa a tarde e tomar um cafezinho.
Eu odeio café, dificilmente eu tomo, mas o dela eu sempre tomava.
Lembro do carinho que ela tinha por todos, quando ia passear e passava pela casa dela ela sempre arrumava a gola da minha jaqueta ou penteava meu cabelo, que dizia estar muito bagunçado para uma mocinha como eu. Lembro muito da sua gargalhada alta, contagiante; suas mãos gordinhas…
O tempo passou rápido, o namoro não deu certo e minhas visitas foram se espaçando cada vez mais.
O tempo passou mais rápido ainda e, apesar da dona Landa morar pertinho da casa da minha avó e eu passar na frente da casa dela eu sempre pensava: preciso visitar a vó Landa, tenho tantas saudades!!! – mas a falta de tempo era sempre maior, sempre temos alguma coisa para fazer, levar filhos, trabalhar, fazer compras, descansar… e com tanta coisa para fazer na vida acabei não conseguindo visitar minha querida avó do coração.
O tempo afasta as pessoas de nós, o tempo é muito mau!
Ainda por alguns anos eu encontrava Dona Landa na feira da ponte, nas quartas-feiras da vida, e sempre, sempre, eu ganhava um abraço muito apertado de amor, um beijo e palavras carinhosas.
O tempo passou mais rápido ainda, nesse pequeno resumo aí acima já havia se passado mais de 20 anos!
Ontem fiquei sabendo pelo seu bisneto que ela estava no hospital, mas ele, muito pequeno, não soube me dizer o que ela tinha. Daí liguei para sua filha Dida – também muito querida e madrinha da minha pequena Bruna – para saber o que havia acontecido.
Ela me contou, que estava com alzheimer, teve um AVC e que esteve hospitalizada nesta última semana. Perguntei se ela ainda se lembrava das pessoas, ela me disse que as vezes sim e que antes de ficar verdadeiramente doente ela sempre perguntava por mim.
Pedi autorização para a Dida para ir visitá-la e me programei para ir hoje. Passei numa loja de flores, comprei um girassol para alegrar seu dia, me arrumei – pois ela sempre gostava de me ver arrumadinha e fui ao encontro da minha grande amiga e vó querida, Landa.
Ao chegar lá imaginei que me sentaria ao seu lado e mesmo que ela não me reconhecesse passaria uma hora conversando com minha velhinha também querida – ia de qualquer maneira falar que amava muito ela, e que, apesar do distanciamento nunca esquecia dela. Mas a realidade foi tão diferente, estava deitada, com os olhos fechados e a sonda nasogástrica, gemendo, as vezes se debatendo.
Fiquei acariciando seus fofos cabelos brancos, seu rosto e seu braço quente. Falei baixinho algumas vezes que era eu que estava ali, ela levantava seu braço e mão esquerdo desgovernado, aí eu pegava sua mão e segurava um pouco.
Aproveitei para fazer que a amava, deixei as lágrimas rolarem sem que ela percebesse meu choro, disse que cheguei tarde e que ela foi muito importante e especial na minha vida. Mas queria ter falado tudo isso antes, ter visitado mais essa pessoa que me era sempre tão especial.
Eu sou uma burra mesmo!
Fiquei imaginando que logo, muito logo, é minha avó verdadeira e tão amada que poderá estar assim numa cama – o que é muito difícil para mim!
As enfermeiras falaram que ela não fala mais, mas as vezes sorri como se entendesse tudo o que falam, não pude ver seu sorriso para mim, me falaram que ela estava dormindo. Senti que foi a última vez que fui vê-la, mas ainda assim quero tentar outras visitas para ver se consigo encontra-la, ao menos, acordada.
Não quero mais deixar as pessoas passarem pela minha vida sem que eu possa estar sempre ao lado delas, nem que seja por 5 minutos, que não fariam falta da minha vida.
Ah! Vó Landa, que saudades daquele abraço quente e carinhoso!!! A senhora deixou uma marca muito grande de amor e amizade no meu coração!

Beijos, da Anne

PostHeaderIcon O Pequeno Valente

Há dez anos atrás, meu sogro disse que tinha um cachorrinho lindo (um teckel de um ano)  lá no depósito da prefeitura e perguntou se não queríamos ele.
Eu nunca gostei de cachorros pequenos, mas sempre amei cachorros e como o Bundão começava a apresentar os primeiros sintomas de câncer resolvi tentar. Levei a Bruna comigo e fomos ver o tal cachorrinho que se chamava Toquinho.
A dona não o queria mais pois a filha tinha rinite, parecia um bom cãozinho, mas bravo.
Tive que trazê-lo no porta-malas do pálio, isso mesmo, lá, bem fechadinho, pois era meio encapetado.
Ao chegar em casa queria se tornar o dono do pedaço, e o Bunds, com toda a paciência do mundo mostrou que ele era muito bem-vindo mas a casa ainda era dele…

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Menino bonzinho
Eita cãozinho bravo, que não aceitava ir para fora para dormir, que mordia sempre que queríamos pegá-lo, mas com o tempo ele amansou.
Nosso bravo Toquinho era, ao mesmo tempo valente e carismático.
Ficou gordo, passou por apuros quando ainda tinha uns seis anos, quase morreu. Fizemos de tudo, até mesmo levá-lo para Jaboticabal para ver se conseguíamos curá-lo, até que no dia que decidimos que o melhor seria sacrificá-lo ele se levantou como se dissesse, não! eu ainda quero ficar! E nosso bravo se levantou mais uma vez, foi operado e sobreviveu.
Encrenqueiro, gostava de latir, gostava de ir passear, correr no terreno, fazer seu xixizinho… gostava da Bruna e a Bruna amava ele, mesmo levando várias mordidas ao longo da vida.

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Carinha de triste.

Tinha uma carinha triste, mas no fundo era feliz.
Logo depois que o Bundão morreu, ele começou a ter problemas cardíacos, o qual tratamos durante todo esse tempo.
Infelizmente há um mês ele piorou, achei que morreria naquela noite, mas não foi. Foi tratado, melhorou, mas estava proibido de subir escadas, latir, se alterar ou se excitar…. como segurar um cachorrinho com vontade de viver mas com um coraçãozinho fraco?
Hoje pela manhã ele recusou comida, recusou seus remédios mas, mesmo assim foi novamente ao veterinário. O prognóstico não era bom, mas achei que ainda teríamos aquele baixinho encrenqueiro por mais algum tempo. Mas seu coração disse o contrário, e as 13h00 de hoje ele se foi.
É uma grande perda, e uma tristeza sem fim. Mas acho que Deus mandou o Banjo na hora certa e com o propósito de nos preparamos para a perda do Toquinho ou já termos um novo amigo para a Shiva. Não sei!
Tenho certeza que ele subiu com suas pequenas asas e foi recebido pelo Bundão no céu colorido dos cachorrinhos, e agora não tem mais dor, não tem mais falta de ar, pode encher seus pulmões e correr o quanto quiser na imensidão do céu.

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Toquinho.

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Toco

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Sempre alerta. Always alert!

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Toco e sua dona Bruninha

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Com o fiel amigo

Vai meu bonito, vai meu valente… continue olhando por nós daí de cima, nos protegendo, nos cuidando, nos amando… nós não te esqueceremos… nunca!

Já com saudades de ti meu amiguinho!

Anne