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Archive for the ‘Sem categoria’ Category

PostHeaderIcon Sono… muito sono…

Estou ficando praticamente uma expert em dormi
Levantei ha horas mas ainda nao consegui acordar…acho que vou voltar para a cama.
Estou aguardando a pericia do INSS e o resultado do exame de ontem para ver o que farao da minha vida.
Devo ficar aqui por mais algum tempo, pelo menos agora esta mais facil com comida vinda de casa.

bjunda da anne

PostHeaderIcon Só sei que sei

Só sei que sei, que tenho muito mais meus altos e baixos.
Tento fazer piada da situação, tento rir de mim mesma.
Não quero chorar nem pensar que não vou voltar.
Mas não é fácil aparentemente estar bem, brincar, falar besteira e saber que seu coração está ali quyerendo parar.
La vamos nós para mais alguns dias de apreensão, cansaço e até desespero.

Mas ainda estou por aqui.,]

Bjunda da Anne

PostHeaderIcon vou? nao vou??? fico??? volto???

A espera e o cruzamento de informações nem sempre iguais está me deixando mais doida do que sempre realmente fui.

Ainda bem estou conseguindo alguns notebooks emprestados para escrever,pois sinto muita falta. Mas também tenho sono na maior parte do dia.
Tem horas que a cabeça fica pior que o normal, hoje por exemplo chorei copiosamente assistindo um filminho da Lassie… saudades da Shiva e do Banjito.
Dependendo do que os médicos me falam parece que vou e volto logo, as vezes parece que nnca mais vou voltar de lugar nenhum.
A sensação é ruim, pois não sei se devo me despedir e fazer um grande drama ou simpllesmente ficar esperando, se for se foda…
Só sei que entre hoje e segunda-feira sei o destino final do drama, opera ou nã, fica ou não fica. Deixa tudo podre como está… welll… melhor fazer como sempre fiz na minha vida… esperar…
Só sei que não consigo mais comer nada daqui do hospital, a comida daqui é a pior coisa que já comi na vida… até lesmas devem ser melhores…. eca!!! E por falar na comida, estou escutando o barulho do carrinho da tortura… lá vem o reciclado aguado de todos os dias… Me dá ansia só de imaginar…

Não liguem para a falta de acentos e algumas palavras erradas, ainda nao me acostumei com este teclaro…

Mais tarde volto e escrevo um pouco mais, se tiver vontade ou folego…

PostHeaderIcon Há séculos…

Deixei tudo abandonado, meu blog, minhas vontades, minha vida.

Volto para deixar algumas palavras que faltaram neste lugar.
Todos sabem que nunca liguei muito para minha vida, sempre queria ir embora cedo, apesar de nunca me faltar nada.
De repente, um dia me dou conta de que este dia está literalmente chegando, e ainda não consegui escrever minhas cartas de despedida.
Com o pouco tempo que terei para escrever sei que não conseguirei deixar marcado tudo o que quero.
Mas no fundo tudo é simples assim.
Há aproximadamente 10 dias estou internada num hospital, depois de ter sentido algumas dores no braço e no peito e ter passado por um hospital que me liberou, depois de dois eletros, dizendo que era apenas uma dor muscular que, concluindo, após 5 dias de dores (fracas mas insistentes) me levaram a um médico que me internou imediatamente, dizendo que provavemente não tinha nada, apenas alguma pequena alteração.
Já passei por um cateterismo e ainda não sabem o que fazer com a velha máquina, velha sim, pois hoje um dos médicos disse que apesar dos meus 41 anos, o que tenho por dentro é de uma pessoa com mais de 80 anos. Máquina boa essa minha.
Sempre achei que interiormente meu espírito era muito mais velho do que eu realmente era, que isso tudo era uma coisa muito rápida e que eu já sabia tudo da vida. Estranhamente não só meu espírito, mas também internamente meu corpo envelheceu mais rápido do que o normal. Tudo é delicado e complicado demais. Mas como médicos tantam de tudo, cá estou eu esperando para ver se ficou ou se vou de vez.

Sinceramente sempre quis ir cedo, mas hoje penso que deixei pessoinhas que talvez nem dependam mais de mim, mas que sofrerão, como estou sofrendo agora. Sempre pensei que teria muito o que falar para elas, mas agora não consigo pensar em nada, vamos ver se nos poucos dias antes da cirurgia consiga escrever o que realmente sinto e preciso.

PostHeaderIcon P.S.

Tinha esquecido da minha Beatriz… essa é doida igual a tia, mas parece que vai ser realmente feliz, sem tem que fingir para o mundo!!!

PostHeaderIcon Breve balancete

O que ganhei nesses 40 anos.

Uma família maravilhosa:
Uma mãe amada, preocupada, especial e única.
Uma irmã adorada, quase perfeita, inexplicavelmente “única” em todos os sentidos.
Uma avozinha idolatrada, que a cada dia me aperta o coração em saber que um dia ela não estará mais aqui para olhar por mim.
Um pai querido,  meio porra louca, de coração imenso.
Avós queridos mas distantes.
Um avô muito amado levado muito cedo, que me ensinou tanta coisa boa.
5 primos, entre eles a preferida Lilian, a louca, a desvairada e anormal amada.
Todos foram o alicerce de minha vida.

Um breve casamento falido e inconsequente que me resultaram em duas lindas e muito amadas filhas das quais tenho muito orgulho.
Marina, linda, tem o sorriso mais maravilhoso que já vi, personalidade forte, sabe amar do seu jeito o que já me basta.
Bruna, iluminada, engraçada, companheira.
Uma nova família: um marido que me atura há inexplicáveis 16 anos, uma nova mãe e pai que nos querem muito bem, uma nova irmã.
Eduardo que soube me amar com todas as minhas complicações existenciais e ainda assim insiste em estar comigo.
Dona Chica e seu Antenor: sogros amados que adotaram uma família completa e repleta de complicações.
Vários animais inesquecíveis: a Lila, os mixins da vida, a encantadora Menina, a brava Zíbia, o inesquecível e amado Bundão, o velho Toquinho, a adorável e não menos amada Shiva, o novo e bravo e tanto amado Banjo, o Cuco meu pequeno passarinho verde falante, alguns periquitos, duas calopsitas, dois tuins, um ou dois coelhos.
Alguns namorados de adolescência.
Poucos amigos inesquecíveis: Sã, Robson, Marco, Rose, Flávio e Edilene, Fabão e César, Ronise, Myrta e César.
Alguns novos amigos: Vilmoca, Lucy, Ro(sangela), Ro(sana), Dé(bora).

Nesses anos todos tive muitas alegrias, várias decepções, muitas dores, sofrimentos, mas continuo aqui.
Imaginava que a vida acabaria antes dos 30 anos, mas ela insiste em ficar firme e forte ano após ano.
A cabeça nunca ajudou, sempre quis saber mais do que podia, sempre tentou estar à frente do tempo e descobrir o fim.

Meus infernos astrais sempre foram homéricos, este se superou, pois além da confusão mental veio a intestinal…. hahahahah… claro… óbvio, a merda impera!!!

Como todos os anos anteriores, não espero nada dos futuros, apenas vou continuar vivendo até que a morte chegue e me leve como levou a tantos que já amei.

PostHeaderIcon Revoada de Libélulas

Hoje, no horário da minha janta, no finalzinho de tarde presenciei uma imagem que nunca tinha visto.
De repente, bem rente aos telhados e sempre na mesma direção, vi milhares, sim, milhares de libélulas voando todas numa mesma direção, como se estivessem fugindo ou, simplesmente  dando um passeio numa quente, muito quente tarde de verão!
Tem gente que chama de helicóptero, outros – como dizia meu avô: lava-cu -, mas na realidade pareciam fadas que desistiram desse povoado para procurar pessoas que verdadeiramente acreditem nelas.
As vezes o céu ficava quase preto, outras vezes parecia que o céu azul estava com catapora preta.
Foi divertido e encantador poder ver essa beleza da natureza, todas, indo na mesma direção sem olhar para trás… de onde vieram tantas?

PostHeaderIcon Repensando minhas prioridades

Ter saudades ou se fazer presente a qualquer custo?
Sinto que a cada dia falo menos e observo mais o que me rodeia.
Está chegando o tempo do meu inferno astral… a cada ano penso que pode ser o último ou desejo que seja o último.
Porque será que tem gente que tem sede de vida e eu, simplesmente vivo.
Acho muita coisa linda e maravilhosa, claro! pois não sou cega, mas justamente por não ser cega é que vejo tanta diferença, tanta indiferença, tanta doença, tanta dificuldade para tanta gente.
Ah! Talvez se tivesse nascido com pensamentos mais limitados  não sofresse tanto interiormente, tanta coisa que não gosto de presenciar, tanta coisa das quais tento fugir…
Chegou minha época da complicação psicológica… vou sobreviver a mais uma.

Bjunda da Nibelunga )(

PostHeaderIcon O Pequeno Valente

Há dez anos atrás, meu sogro disse que tinha um cachorrinho lindo (um teckel de um ano)  lá no depósito da prefeitura e perguntou se não queríamos ele.
Eu nunca gostei de cachorros pequenos, mas sempre amei cachorros e como o Bundão começava a apresentar os primeiros sintomas de câncer resolvi tentar. Levei a Bruna comigo e fomos ver o tal cachorrinho que se chamava Toquinho.
A dona não o queria mais pois a filha tinha rinite, parecia um bom cãozinho, mas bravo.
Tive que trazê-lo no porta-malas do pálio, isso mesmo, lá, bem fechadinho, pois era meio encapetado.
Ao chegar em casa queria se tornar o dono do pedaço, e o Bunds, com toda a paciência do mundo mostrou que ele era muito bem-vindo mas a casa ainda era dele…

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Menino bonzinho
Eita cãozinho bravo, que não aceitava ir para fora para dormir, que mordia sempre que queríamos pegá-lo, mas com o tempo ele amansou.
Nosso bravo Toquinho era, ao mesmo tempo valente e carismático.
Ficou gordo, passou por apuros quando ainda tinha uns seis anos, quase morreu. Fizemos de tudo, até mesmo levá-lo para Jaboticabal para ver se conseguíamos curá-lo, até que no dia que decidimos que o melhor seria sacrificá-lo ele se levantou como se dissesse, não! eu ainda quero ficar! E nosso bravo se levantou mais uma vez, foi operado e sobreviveu.
Encrenqueiro, gostava de latir, gostava de ir passear, correr no terreno, fazer seu xixizinho… gostava da Bruna e a Bruna amava ele, mesmo levando várias mordidas ao longo da vida.

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Carinha de triste.

Tinha uma carinha triste, mas no fundo era feliz.
Logo depois que o Bundão morreu, ele começou a ter problemas cardíacos, o qual tratamos durante todo esse tempo.
Infelizmente há um mês ele piorou, achei que morreria naquela noite, mas não foi. Foi tratado, melhorou, mas estava proibido de subir escadas, latir, se alterar ou se excitar…. como segurar um cachorrinho com vontade de viver mas com um coraçãozinho fraco?
Hoje pela manhã ele recusou comida, recusou seus remédios mas, mesmo assim foi novamente ao veterinário. O prognóstico não era bom, mas achei que ainda teríamos aquele baixinho encrenqueiro por mais algum tempo. Mas seu coração disse o contrário, e as 13h00 de hoje ele se foi.
É uma grande perda, e uma tristeza sem fim. Mas acho que Deus mandou o Banjo na hora certa e com o propósito de nos preparamos para a perda do Toquinho ou já termos um novo amigo para a Shiva. Não sei!
Tenho certeza que ele subiu com suas pequenas asas e foi recebido pelo Bundão no céu colorido dos cachorrinhos, e agora não tem mais dor, não tem mais falta de ar, pode encher seus pulmões e correr o quanto quiser na imensidão do céu.

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Toquinho.

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Toco

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Sempre alerta. Always alert!

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Toco e sua dona Bruninha

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Com o fiel amigo

Vai meu bonito, vai meu valente… continue olhando por nós daí de cima, nos protegendo, nos cuidando, nos amando… nós não te esqueceremos… nunca!

Já com saudades de ti meu amiguinho!

Anne